
"Bate, bate, bate coração,
Dentro desse velho peito
Você já está "acustumado" a ser maltratado
A não ter direito
Bate, bate, bate coração,
Não ligue deixe quem quiser falar
Porque o que se leva dessa vida coração
É o amor que a gente tem p´rá dar
Oi tum, tum, bate coração
Oi tum coração pode bater
Oi tum, tum, tum ,tum bate coração..." (Bate Coração - Zé Ramalho - Cecéu)
Já ouvi esta música diversas vezes, mas esta semana eu vivi parte dela e ainda bem que foi a parte boa. Eu vi e ouvi meu coração batendo. Foi uma experiência maravilhosa! Eu já tinha visto através de uma ultrassonografia meu útero, rim, pelve, mas estes orgãos são sem graça, não se mexem, o coração não... ele mexe, faz barulho, deu pra ouvir o sangue sendo bombeado. Pode até parcer idiotice minha mas eu tive que conter o choro, pois foi emocionante! Meu coração funciona! rsrsrs Isso eu já sabia, óbvio, mas vê-lo em ação foi espetacular.
Faz 2 anos que iniciei o treino de corrida porém somente agora resolvi fazer um checkup mais específico - ecocardiograma e teste de esforço em esteira. Graças a Deus e aos cuidados diários que tenho com minha alimentação e com meu corpo estou zerada, inteirassa! Mas poderia ser diferente. Muitas pessoas iniciam a prática de algum exercício físco e não tem a preocupação de obter um acompanhamento médico ou de um profissional de educação física e acabam excedendo aos limites do corpo. Em todos as corridas que participei, sempre vi no decorrer do percurso pessoas sendo atendidas pelos médicos de plantão, talvez por terem desrespeitado os limites de seu corpo. Mas eu só me dei conta da importância de fazer um exame mais detalhado quando meu professor passou mal na última corrida que participei. Foi na Fila Night Run, 10km, com um agravante que foi embaixo de chuva o tempo todo. Ao final da corrida ele sentiu tontura e falta de ar e queriam que ele fosse para o hospital.
O nosso corpo é maravilhoso, harmonioso. Nele se concentra a engenharia mais magnífica existente, que até hoje ainda, depois de mais de 2000 anos de existência da humanidade, se descobre características peculiares. Como explicar a vida da minha avó por exemplo. A velhinha já tem 94 anos. Não toma nenhum medicamento, anda retinha, não sente nenhuma dor e se você desafiá-la para um trote (corrida leve) ela topa. Eu e meus primos temos algumas teorias que sempre decorremos em encontros de família. Ela nasceu no início do século passado, trabalhou em plantações de café, teve 7 filhos e sempre teve parentes morando em sua casa. Nunca vimos nossa avó sentada sem fazer nada e também nunca a vimos comer, apesar de lembrarmos com saudades de algumas de suas especialidades: arroz de forno, frango assado, pão caseiro, bolinhos de chuva e cevada. Ela hoje é meu maior exemplo de boa saúde e minha meta de vida.
Então vamos dar uma resumida aqui:
* Checkup médico anual;
* Acompanhamento de um profissional de educação física na prática de exercícios;
* Exercícios frequentes;
* Comer pouco, mas com qualidade e diversidade e de preferência com o acompanhamento de um profissional de nutrição.
Aliás este será o meu próximo passo. Se alguém tiver alguma indicação...
E meu coraçãozinho pode bater a vontade... tum, tum, bate coração... pode bater...
(Imagem por nationalgeographic.abril.com.br)

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